sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Desabafos
antigos

                                                             O TRÂNSITO E O
                                                         NEGATIVISMO DA LINDA CIDADE
                                                          

...da linda cidade de Faro que já foi um dos belos espelhos do nosso Algarve.
  Agora? Bem agora são apontamentos negativos que saltam de rua em rua. Vamos referir alguns:
      Comecemos pela própria entrada  - ali para os lados do Jumbo  - onde a estrada está de tal modo que parece andarmos em tractores, a saltitar por tudo quanto é sítio. Aliás, assunto que já foi várias vezes motivo de reclamações, até na Imprensa foi falado. Na cidade há ruas onde os pavimentos estão cada vez mais degradados com calçadas onde o empedrado está todo solto, um risco a provocar quedas, sobretudo para os mais idosos, especialmente à volta das tampas dos esgotos que, quando são da EDP  ou telefones, a incúria é-lhes atribuída.Menos mal que a Edilidade  ( ou quem seja ) teve a feliz ideia  ( perderam a cabeça...) de tornar os locais de espera dos minibus um pouco mais decentes, até com bancos indestrutíveis  o que revela bom gosto e sentido de saber sobre como devem ser criados certos confortos para os munícipes. Também, não é de admirar já que a rede de minibus deixa uma pipa de massa.  Porém  - e isso é o mais importante  - há que tomar em conta as passagens pedonais algumas em permanente convite ao atropelamento inevitável. Quem são os responsáveis por esse sector ? Não venham para cá com a desculpa de ignorarem tais problemas  pois eles estão bem à vista, para além de já terem sido levados  -  em tom de alerta  -ao conhecimento desses ditos i-responsáveis.
  No tocante a passagens de peões vejamos uma que é de arrepiar:
  - Na Rua do Alportel, no ponto em que nesta via se obriga a voltar à direita à entrada da Rua Dr. Rodrigues d'Avim, há uma passadeira de peões desenhada na diagonal (?) desde a esquina de cima para um ponto mais abaixo desta artéria, o que leva o condutor que entra a só se aperceber do peão quando já está em cima deste... Pois ! Dirão os ditos : «mas antes encontra-se um aviso de aproximação de passadeira »!  Mas estão a brincar connosco, ou quê ? Pois se todos os anos há centenas de atropelamentos e outros tantos mortos em cima dessas passadeiras, mesmo  com semáforos !   Para nós a solução, embora mínima,  é segurar, quando possível,  esses  "ases do volante sobretudo no caso referido, com as inevitáveis e bem simpáticas  "lombinhas".É afastar a singular passadeira  da posição diagonal e desenhá-la nos pontos perpendiculares da via.  E já agora, falando nessa malfadada curva seria bom prevenir os motoristas dos minibus para não entrarem ali como pista de corridas.   Estamos em cima dessa passagem e, pelo que temos observado, a todo o momento esperamos uma desgraça.
  Há quem se preocupe em criar nas povoações locais de lazer, quer zonas ajardinadas ou recantos propícios para tal.  (Ali estamos em Faro, não esquecer ) entre as ruas João de Deus e Garrett existe uma passadeira na diagonal que em tempos se chamou Rua do Norte - actualmente está vedada ao trânsito  - onde um artista responsável criou um pequeno recanto de encanto.Pavimentou o solo com certo requinte, colocou os habituais bancos de lazer, uns quantos pontos de presença vegetal para que ali o cidadão pudesse passar uns momentos repousantes longe do malfadado monóxido de carbono. Pois sim ! Aquele lindíssimo pedacinho está absolutamente invadido pelo domínio do " rei automóvel ". Nem aquele elegante e bem conseguida vivenda de canto escapou à invasão. É um bem conquistado  e permitido parque de estacionamento e, ainda por cima gratuito, em irónico desafio aos incompreensíveis locais onde a caixinha é rainha. Olhem, por exemplo, junto aos Correios onde uma pessoa vai com desejos de fugir o  mais rapidamente possível, não vá aparecer o tal fiscal, e nem é para estacionar, note-se...
  Aproximam-se as eleições autárquicas,  veremos...
   Até lá contente-se em ir passear na Rua de Stº António. Ali nem chove nem faz sol.

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