domingo, 30 de outubro de 2016

Desabafos
antigos.

                                                                O DRAMA DE ANGOLA 
                             RECORDANDO COISAS DE 1975 QUE JAMAIS ESQUECERÃO


E O TÍTULO ERA ASSIM:
   -  ESPOLIADOS DE ANGOLA  - FACTOS QUASE NO ESQUECIMENTO
          OU IGNORÂNCIA DE  CERTAS VERDADES

    Faz-nos confusão. Faz-nos mesma muita confusão como em cerca de 30 anos se arranjam fortunas colossais, sabe Deus qual a sua proveniência ! Ou talvez saibamos...As dezenas de cidadãos espoliados de Angola também sabem...
    De um desses recebemos as seguintes cartas que não temos pejo em publicar:
         " A propósito daquela série de artigos que temos vindo a publicar sobre os problemas dos espoliados de Angola, recebemos de leitor responsável mensagens de cumprimentos pelas publicações bem como fotocópias bem como algumas peças publicadas pelo Jornal O Século de Joanesburgo, datado de 14 de Março de 1977 e que, sem qualquer intenção de ideias políticas mas sempre para RECORDAR vamos transcrever.
   Traz no referido Jornal na sua capa a a cópia de uma carta que o então almirante Rosa Coutinho escreveu a Agostinho Neto.Porém, como nota de abertura, aquele periódico fazinte comunicação aos seus leitores:

    " Por se ter esgotado, entre muitas das nossas edições, a de 25/11/1975 na qual foi publicada em primeira mão a diabólica carta do famigerado Rosa Coutinho, enquanto Alto Comissário em Luanda, a seu cunhado Agostinho Neto, e de imensos pedidos recebidos de vários pedidos do mundo, e reconhecendo a impossibilidade de os poder satisfazer a todos tirando fotocópias  do documento em nosso poder, deliberámos puiblicar de novo esse monumento de terrorismo, por nos parecer oportuno e conveniente. O conteúdo deste diabólico documento jamais foi desmentido pelo seu autor, tendo, por via dele, sido chamado ao demoníaco " Concelho da Revolução ".
    O Almirante Vermelho, um dos maiores traidores da história de Portugal, goza hoje do fruto das suas manobras comunistas pagas concertesa , por Moscovo, em moeda mais forte que o desvalorizado escudo ".

   Estimado leitor, para não alongar, amanhã publicaremos a referida carta. E em resposta à pergunta que nos fizeram : - claro . os diamantes e o petróleo valem milhões. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Desabafos
antigos.                       

                                         O Direito de,
                                                    etç,etç,
Continuação :

                       Claro, há sempre alguém que se abotoa...Pois se nem há medo da pseudo-justiça deste País!O fulano é chamado ao interrogatório perliminar, fazem-lhe um milhão de perguntas  e se o assunto merece condenação aparece logo uma "instituição " chamada  " apelo" que percorrendo dezenas de repartições, quando chega a decisão final já o criminoso foi desta para melhor e nesse entretanto teve para por em lugar inacessível o resultado das suas habilidades.Aliás é assim que funciona a justiça na nossa terra. Cais na alçada da multa, não há forma de escapatória porque se não vais lá deixar os cêntimos, sacam-te parte da mísera reforma  ou pensão. Neste momento, por exemplo, o que passa no nosso País com o imposto de circulação, é absolutamente escandaloso. O sujeito já vendeu o carro há uns anos, mas na informática do fisco a viatura continua em nome do ex-proprietário, e então lá vem o famigerado aviso de multa a pagar o que, na sua falta, vai aumentando gradualmente até de lhe sacarem a paupérrima pensão.Isto em linguagem vernácula é um roubo dos mais escandalosos, para não dizer nojentos.Doa a quem doer, mas o dinheiro tem de aparecer.O estado não vive de salsa no quintal...
   Porém, para coisas de grande  vulto, os patamares do "recurso" são infinitos... E de tantos sabemos nós...  Pois é: hoje não há o "lápis azul " nem a "tesoura", mas as formas de cortar são muito mais duras! Quase não temos o direito de falar, de escrever, de pensar. Então, que é feito da prometida liberdade de imprensa ?!  Sendo assim só há uma solução para podermos  desabafar livremente: - o ataque cerrado às inocentes e indefensáveis paredes das nossa casas com a utilização dos "artísticos grafitis ", e ou,  saltar para a rua aos magotes  e gritar bem alto as suas queixas.
  Fez-se o 25 de Abril e julgávamos que, tal como o pensamento, o desabafar era nossa alternativa.  Mas não. Escandalizados com a libertinagem e sem vergonha que por aí campeia, mal nos lamentamos, saltam-nos em cima meia dúzia fedelhos  ( leiam-se: fedelhas ) que fingindo-se escandalizadas por estarem a ser o fendidas, exigem coartar-nos a palavra...!
Sempre ouvi dizer que a carapuça só serve a quem...

Mas isto ainda dá outra volta. Ora se dá !!!
E não esqueçam, cuidado porque a memória não envelhece...

sábado, 22 de outubro de 2016

Desabafos
antigos.
 
                                                         O Direito de Pensar
                                                              O Direito de Falar
                                                                  E o de escrever livremente.
 
 
 .... Isto o que eu e toda a gente pensava após a apresentação da abrilíada. Mera ilusão.
   Claro que há, deveria haver, limites para tudo. Mas prometer, prometer, e depois cercear os nossos mais elementares direitos ?... Deixem-me contar-vos.
   Não creio existirem na grande maioria dos portugueses quaisquer dúvidas quanto às virtudes de se viver em liberdade, de se ter mais acesso a uma riqueza melhor repartida de se ser respeitado pela comunidade internacional. Alguns, poucos e não representativos passadistas, apenas servem para nos recordar que os valores da nossa burguesia tradicional não foram os mesmos que na Europa levaram a sua classe a resistir ao nazismo e a combater o fascismo. Mas, por outro lado, vão muito oportunamente escrevendo nas paredes das casas de banho ( vulgo, retretes públicas )como sempre se usou nestas bandas   -   porque doutro modo não podiam  "falar de barato"   - frases como  : « agora? nem dez como o outro endireitavam isto ».  E não é que esses prosadores de azulejo até têm uma certa razão ?!  Na vida para se vencer é necessário muito esforço, muito sacrifício. É lapidar. Mas, caramba, que todos verguem a mola, e não só os mais esforçados, os que quase mendigam para conseguirem a bucha.  Fui criado num ambiente bastante pobre mas onde também existia gente muito rica, mesmo muito rica, mas quando um dia foram chamados a colaborar ninguém torceu o nariz,. E ai de quem torcesse, sujeitava~-se a que torcessem o pescoço.  Éramos pobres e ricos, de diversas classes sociais, que frequentávamos a  escola primária lá do burgo.  Ali "o de Castro " ocupava a mesma carteira do "Tonho" da fábrica. E quando tocava à reguada  ( abençoadas ) o nosso querido professor  - beirão dos quatro costados -  não fazia  " 0descontos " . Todos nos tuteávamos e os mais pobres quando queriam ganhar uns tostões pediam ao ricaço  - companheiro de carteira  -  , que intercedesse junto do papá (Senhor da Parada ) para permitir que os deixassem ir ao privado clube apanhar bolas nos desafios de ténis.Vinte e cinco tostões ?! Vocês podem imaginar a fortuna que era então, quando uma carcassa
ou uma caixa de fósforos custavam dois tostões e meio; um quilo de carapau do alto valia 5 tostões e o tal bacalhau de posta grossa se vendia a 20$00 o quilo !
  Pois um desses senhores , ( com cujos filhos brincámos lá na praia ) pertencia à alta classe dos financeiros deste País. Banqueiro bastante considerado ( até há bem pouco tempo o seu nome perdurava num dos mais considerados Bancos de Portugal, e não só e que fizeram o favor de destruir ) , ouvimo-lo uma vez comentar aos seus pares lá no tal  clube, que «achava muito bem  que lhe cobrassem dividendos superiores à maioria já que a sua fortuna também era considerável » Pessoa excepcionalmente bem formada e com um coração maior que o mundo. Por isso morreu muito cedo.
  Agora, ao contrário, fala-se em milhões, largos milhões, que certos senhores da bolsa, e ate´da política, que pela calada colocam no exterior fortunas incalculáveis e ninguém lhes toca
 
 
( Amanhã acabaremos )

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Desabafos
antigos.
 
                                      VELHOS SEM ABRIGO, MISÉRIA, SUMPTUOSIDADE
                                                         E OUTRAS CONSIDERAÇÕES 
 
 
 
 Porque será que quando se chega a velho  - se não for rico  -  tem de se viver praticamente da caridade pública ?
  É facto que sempre foi assim desde que o mundo é mundo, desde que o ser humano aprendeu a explorar o seu semelhante calcando-o impiedosamente para tingir os seus fins. Bolas, mas isso foi no tempo  " das monarquias em que os grandes senhores viviam na sumptuosidade enquanto o povo morria na mais ignominiosa  miséria. ". Pois ! Mas então esse povo não se insurgiu e não cortou cabeças a reis e rainhas para que se implantasse o tal socialiosmo , quer dizer, o tal sistema daqueles que queriam transformar a sociedade pela incorporação dos meios de produção da comunidade pelo regresso dos bens e propriedades particulares à colectividade, e pela repartição entre todos do trabalho comum e dos objetctos de consumo ? ( É mais ou menos assim, não é ? Se é dá vontade de dizer ao sr. Karl  Marx   - como hoje se usa dizer   - «só contaram p'ra você ? ». Então se a União Soviética se considerou a nação que impunha a todo o mundo  - como exemplo - essa doutrina, e foi a primeira a ceder a tal utopia e a desmembrar-se por completo !... Pudera...Afinal estavam  ( e estão ) escondidas as maiores fortunas do mundo !  Assim que tiraram a "máscara"...  Até deu para comprar os mais importantes clubes a custo de milhões e milhões.Depois a América é que era o país do capitalismo...
  A esperança, diz-se, é a última coisa a morrer, daí que...
  Tudo leva a crer  - segundo as promessas de determinado filósofo  - daqui para a frente vai ser tudo uma maravilha. Vão acabar os despedimentos em massa ; a inflação vai baixar ; o barril do petróleo baixou substancialmente  (  coitado do Zé Eduardo dos Santos que agora só tem, para se orientar, os pacatos diamantes  ) e naturalmente o combustível dos abastecedores, lógicamente,vai baixar também, na mesma proporção, assim como o pãozinho, etç, etç,.  Os grandes cérebros, ao invés do que para aí se propala e dentro do tal princípio contemplado no socialismo, estão profundamente preocupados com a gritante miséria que nos rodeia, dos nossos velhinhos e afins que dormem e morrem ao relento tendo como enxerga alguns cartões de papelão que catam nos contentores do lixo onde simultaneamente até aproveitam restos de comida provenientes dos grandes repastos  daqueles que nem sabem  -  nem querem saber  - que cá  fora se morre de fome...
  Mas é sobretudo nos já velhotes, para quem a vida foi madrasta ao longo dos anos, e não tiveram engenho ou esperteza para se imporem na selva  que os rodeou, para os quais se debruça a nossa maior preocupação.  Quem é que quer saber dos seus problemas ? Onde é que estão os tais arautos do socialismo que prometeram muitos e fundos a um povo que se acostumou a viver, embora com o pouco que tinha, em tranquilidade e em segurança fora dos utópicos sonhos de que isto  - daqui para diante  - ia ser tudo uma maravilha ?
  Sou também um velho, e  é por isso que esses dramas me tocam profundamente. Tenho família, mas podia não ter. Disponho de uma pequena reforma, mas podia não ter, e talvez por isso julgo ter assegurado o alimento e as fraldas no ocaso da minha vida, embora  -  isso é fatal  -  para vir a morrer nessas condições de caridade tenha de pagar tudo o que recebo,  incluindo os tais subsídios de férias e de Natal. Felizmente que não fumo, senão!... nem um tostão me sobrava para por na caixinha das esmolas a Nª.Senhora. Sim porque isso de caridade nessas instituições,é conversa...
  Mas o que nos estranha  - daí o nosso grito de revolta  -  é não haver uma preocupação e, consequentemente, uma organização estatal que se debruce sobre os problemas relacionados com a terceira idade criando lares de acolhimento e afins sem que se tenha de depender de instituições particulares :lares para a terceira idade, que bom...ou das misericórdias, que também não funcionam de borla e que de misericódia não têm nada, antes pelo contrário, algumas conheço eu ( por exemplo, esta de Faro ) que não passam  de autênticas minas de exploração, um grande negócio...diga-se.
  O Estado não dispõe de verbas, é isso ?  Então os Estádios, os TGV, as super e desnecessárias pontes, as multiplas reformas dos caciques  que a política protege etç, etç,? Será que não são muito superiores às que se poderiam aplicar em instalações de apoio à 3ªidade, isto é, aqueles que levaram toda uma vida a trabalhar em prol da comunidade, aqueles que votam em vocês, senhores políticos ?
  Tenho pena que o mesmo se passe noutros países, mas perdoem-me se é egoísmo, mas estou naturalmente preocupado com os nossos. Se o socialismo fosse mesmo socialismo, conforme por aí apregoam, não se teria de assistir ao espectáculo triste e degradante de ver seres humanos a dormirem ao relento, com temperaturas negativas e sem um sopro de carinho e ternura.
~ Menos mal  para eles, pobres que sempre "uma vez por ano" vai acontecendo a quadra do Natal.Então... armam-se tendas e servem-se  umas sopas quentinhas, mas mesmo isso  à custa da caridade de alguns.
  Sabem como se diz no Algarve: "Moce, tenham vergonha nessas fuças.Deixem de explorar o pobre do Zé que em vós já não acredita, nem um pouco".
 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

       DESABAFOS                                              
       antigos.

                                    " DE VEZ EM QUANDO ACONTECE "


    Por esta ou aquela razão que agora não importa aprofundar até o modestos escrevinhadores, como eu, perdem o apetite de martelar nas pobres teclas da velha máquina.Basta só que nos belisquem  a sensibilidade humana e já está... Mas, para além das ingratidões ou desconsiderações, há sempre alguém que nos faz passar por cima desses pruridos e depois que se dane. Vamos em frente, nem que seja por despedida..., e sempre ouvi dizer  que «quem não sente, não é filho de boa gente ».
  O tema de hoje é que, de facto, de vez em quando acontece e lá vem a simpática  cartinha enviada por anónimo sujeito ( o costume ) a desancar a minha humilde pessoa , afirmando que os jornalistas em geral não passam de uma cáfila de bandidos (sic) que se aproveitam do veículo imprensa para fazerem afirmações sem verdade e por vezes ofensivas !
   Pois! Mas os que nos leram, sempre souberam quem nós somos e quando quizerem podem vir à fala, mas destapados e não a coberto do anonimato, que só revela cobardia e ignorância da verdadeira missão do jornalista, sobretudo daquele que faz do jornalismo a sua ocupação a tempo inteiro, submetendo-se , muitas vezes, a privações e sacrifícios de todo o género, às vezes à custa da própria vida. Então e nós, os amadores ?
  Há quem afirme que os jornalistas fazem críticas ao "sistema" mas não apontam as raízes do mal e que para se poder colher as rosas e os frutos não basta plantar  arbustos e árvores porque, se o terreno é sáfaro, acabam por definhar e morrer. 
  Ora isto é uma opinião com a qual discordo em absoluto.
  Um jornalista não é precisamente um médico ou um agricultor. Quando o jornalista aponta que as rosas são anémicas  e os frutos melados, compete aos técnicos e não a ele, o tratamento adequado; se aponta que uma ferida está infectada,coberta de pústulas,  compete ao médico manejar o bisturi ou receitar os medicamentos necessários ao restabelecimento do corpo do doente.
  O jornalista serve-se da palavra escrita para combater o despotismo, a tirania, a injustiça, o aviltamento. Não será ele quem tem, evidentemente, de substituir as peças no xadrez da  vida. As palavras dos jornalistas devem encontrar receptividade , encontrar eco. A sua missão é apenas alertar quem longe anda de focos infecciosos tapados com o espesso manto da mentira por aduladores  e lisonjeiros sem coragem de tomar a sua quota parte de responsabilidade no erro.O jornalista, portanto, quando critica, quando aponta mazelas, fá-lo apenas visando o bem comum, e evitando males maiores quando devia encontrar compreensão  e amizade, é muitas vezes vilipendiado, hostilizado e, por todos os meios tentam quebrar-lhe o ânimo.
  Os dirigentes e dirigidos que militam em campos diferentes, não podem viver separados pelo vácuo, por uma invisível tela que filtra todos os problemas deturpando-os. Entre esses dois campos há que existir uma ponte de livre circulação, passagem fácil, e essa ponte é o jornalista.
  Não pretendo com estas palavras definir o que é o jornalista exactamente já que os há ( e são os mais importantes, quanto a mim ) dedicados absolutamente à informação. Outros para contar uma pequena história carregam um cesto de prolixidade com entrevistas enfadonhas que ninguém lê a não ser o visado  ( que para isso, muitas vezes, entrou com algum...) . Há aqueles outros que, muito interessantemente, se dedicam ao relato de factos históricos ; os que  criticam ou comentam tudo o que honestamente consideram dever ser falado indo ao encontro, e quase adivinhando os temas, que muitos gostavam de gritar aos ventos ; enfim, imaginem  que até têm o atrevimento de chamar-se jornalistas  aqueles que, como eu, escrevinham estas enfadonhas crónicas mas que, e isso é gratificante, lá nos vão lendo.
  Naturalmente que muitos conhecemos que apenas  se movimentam  nas busca do protagonismo, procurando que com o seu nome venha sempre " a negrito " nos escritos de cordel que atamancam de forma sempre repetitiva e se fazem constantemente  ao " boneco."  Mas esses são outros...
  E por aqui me fico !