domingo, 4 de setembro de 2016

    De viagem até lá para uma república oriental...

                                                   

OS   HIPÓCRITAS 


  O hipócrita é uma espécie de  "ácaro "   ( piolho de dimensões minúsculas,geralmente parasita,
 de animais e plantas sendo vector de várias doenças que afectam o homem,  coitado, que quando por ele é atacado se desdobra em múltiplos esforços para o sacudir e afastar para bem longe de si
o que, na maioria das vezes,  se torna quase impossível pois, tal como os seus irmãos,  os piolhos "vulgaris " , não conseguem sobreviver longe do seu hospedeiro a quem vai sugando, mais pos-
sível, o "sangue " de que se vai alimentando tendo por isso algumas semelhanças com o tal  hipó-
crita a quem nos referimos com a diferença de que aqueles até podem ser rechaçados com uma boa rapadela. Alguns dos que me lêem talvez tenham passado por tão desagradável experiência (!)
Nem com DDT  ou tintura de sevadilha ( apocinádea ). Só com a lâmina de barbear, bem em pro-
fundidade. Era chatérrimo, mas radical. Outros tempos, outras desagradáveis circunstâncias des-
sas épocas  de que nos livrámos felizmente e que podemos agradecer ao hábitos de higiene a que
nos obrigámos. Só que, com o hipócrita  não há  super-higiene que resulte.  O  "bicho"  agarra-se à  vítima que nem lapa à rocha e  "daqui mão saio,daqui ninguém me tira ".
   Desdobra-se em mesuras e salamaleques numa postura vergonhosamente pseudo-teatral como é próprio da sua condição de hipócrita, que consiste em dissimular a verdadeira personalidade ou intenções, fingindo sentimentos, opiniões e virtudes que não possui. É como em política : a arte está em "dobrar a servis"...
   Mas se a vítima for esquelética, ou não tiver sangue para sugar, o bichinho passa de largo,mui-
to ao largo, procedendo como se não a conhecesse.
   É, decididamente, uma  das condições mais dignas de desprezo aquela que caracteriza o hipócri-
ta, o interesseiro miserável e sabujo que chega a rastejar para obter favores não se importando ser calcado para alcançar o fim pretendido.
   São nojentos esses sujeitos só nos merecendo, repito, desprezo absoluto.
   Volto a repetir: fosse a vítima insenta do tal "sangue"-$$$ ( leia-se outra coisa... )e sem dúvida ignorariam a sua existência, e não recorreriam às periódicas sangrias ).
   Não é menos verdade que existem as pseudo-vítimas que muito bem representam o papel de 
" sugado " quando também estão a tirar dividendos desses comportamentos. Sabem bem que es-
tão a ser manipulados  ; sabem bem que tudo não passa de fingimento, mas... como ainda há muito
sangue para  sugar...
   E como os sugadores até, valha a verdade, compensam outras carências... prestam alguns ser-
viços...já que se o sujeito é muito rico em "sangue ", deixa   -  como antigamente se usava dizer  -
ser sangrado de vez em quando.
   Pode ser que até faça bem à saude uma sangradela a preceito...
   Não sou anémico, mas também não transbordo de "sangue ".
   Talvez por isso os tais "ácaros " não se aproximam de mim, nem para dar uma ferradela...

   Que sejam felizes com os beiços a escorrer o tal sangue !


- Não confundir com " flebotomias "...

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