sexta-feira, 12 de setembro de 2014



DESABAFOS




         O LADO NEGATIVO DAS POLÍCIAS

    Todos os dias é notícia, mais um caso da chamada  “brutalidade policial “…
O inocente cidadão, que apenas ocupava o tempo a furtar mais um carrito, quando surpreendido pela PSP , que lhe travou o negócio, sentiu-se revoltado pela descriminação e resistiu aos captores. Mal teve tempo de ripar do canivete das unhas  ( um pequenino utensílio  de 15 centímetros de lâmina ! ) e amandar uma naifada  a um agente da autoridade que, coitado, apenas estava a cumprir a sua missão e que, brutalmente e sem respeito pelos  direitos do pobre cidadão, deu-lhe com o cassetete na pinha onde foi suturado com dois pontos.
   Claro que o cidadão se queixou da brutalidade policial e abuso de autoridade  do que resultou o agente estar a ser alvo de inquérito  por parte do Ministério Público e, desnecessário se torna dizer: “ o cidadão foi libertado no dia seguinte “  - porque ainda há muitos carros por ai estacionados, ourivesarias para assaltar, velhotes indefesos para torturar, e esticões para aplicar, etç, etç, e o vendedor da droga não fia , como o Ti Zé do lugar da fruta. “
   Quanto ao agente, que levou a naifada, afinal, ainda por cima, foi castigado. Veja-se : foi cortado “ sem querer “ pelo cidadão que no momento limpava as unhas encostado ao carrinho que  tão oportunamente ali estava para seu cómodo…
   Depois de duas semanas de hospital, o agente voltou ao ativo, repreendido e ficando  esclarecido que não se deve perturbar os cidadãos quando pacatamente limpam as unhas.….
    Se um polícia ou guarda republicano  espatifarem um carro, por acidente  ( àa vezes numa perseguição  )em serviço estão metidos numa embrulhada e. muitas vezes, acabam por pagar as reparações com descontos periódicos no seu miserável vencimento.
   Do mesmo modo que – se tiver o azar de nesse acidente ficar aleijado, como não tem seguro… exactamente como um profissional de saúde quando vítima de acidente numa ambulância de serviços oficiais, porque as viaturas do Estado não têm seguros de passageiros, ao contrário do que é obrigatório para os cidadãos em geral.
   E  se o polícia for tão desastrado que se “ ponha mesmo no caminho de uma bala que lhe rouba a vida “ ?
    Sem problemas . A viúva e os filhos recebem das altas individualidades uns presentinhos, uma palavra de condolências e promessas de compensações que, embora lhes não devolvam o marido ou pai, talvez lhe permitam viver como anteriormente.  Mas ficam a viver de promessas e empréstimos ou duma subscrição feita pelos colegas.
  Apesar de todo este quadro envolvente, a polícia vai funcionando. Umas vezes bem e outras nem tanto   -  como  qualquer um de nós na sua profissão.
   A dedicação, o cumprir e o assumir o risco da própria vida não conta.
    Afinal quem protege a Polícia para que nos possa proteger ?
                                                                                                       

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