domingo, 31 de agosto de 2014



                                   O HORROROSO MUNDO DA DROGA

                                                                                                                       Parte segunda



----  Com a devida vénia permitimo-nos
respingar de várias publicações nacionais
e do estrangeiro alguns relatos que interes-
sam à sociedade em geral.
 E a primeira que, para além de nos merecer uma admiração sem limites pelo excelente trabalho desenvolvido e pelo que de importante tem no combate ao flagelo, vem exatamente da Revista Destaque.

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 Há quem diga à “ boca cheia “ que o consumo de droga só afeta ou está mais disseminado entre as classes de  menor estatuto social. O pobre, o vagabundo que vegetam no meio duma sociedade que se afasta com um olhar de repugnância quando  com eles se cruza, se pudessem  ter estampada no rosto a história do trágico percurso que os conduziu a tal estado, talvez merecessem um pouco mais de compaixão e ajuda psicológica, pelo menos. Muitos deles já mereceram o respeito e o servilismo daqueles que hoje os olham com desdém…
    Vejamos o que nos adianta aquela conceituada publicação.


                           COMO A ALTA SOCIEDADE CONSOME CADA VEZ MAIS COCAÍNA


O NETO DE UMA FIGURA IMPORTANTE DO REGIME DE SALAZAR, A FILHA DE UM ARISTOCATRA E A MULHER DE UM EMPRESÁRIO DO NORTE CONTAM COMO A COCAÍNA É USADA NAS CLASSES ALTAS. A ELITE DE LISBOA, PORTO E CASCAIS ADERE CADA VEZ MAIA ÀS FESTAS E AOS JANTARES PRIVADOS. O SUCESSO DA MAIS APETECÍVEL E MAIS CARA DAS DROGAS.                                   ( Por Micael Pereira)


         O numero do decote aconteceu já depois do prato principal .Estavam sentados à mesa do salão da anfitriã, uma artista de 48 anos de uma família tradicional de Lisboa quando ela acomodou o saco de cocaína entre os seios junto ao vestido, acenando um tubinho metálico no ar. Era a sobremesa e, apesar da proposta aparentemente inopinada e lasciva ninguém mostrou embaraço. Os amigos riam, numa ansiedade bem disposta : quem se iria servir primeiro ? A festa durou muitas horas, até de manhã, incendiada pelo efeito frenético daquele pó fino e amargo, num corrupio pelos corredores, pelos quartos – uma rotina excitante que se foi  instalando nessa casa sempre que o mesmo grupinho de 30 pessoas ao longo dos anos 90,  


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