quinta-feira, 14 de agosto de 2014



O HORROROSO MUNDO DA DROGA
 PARTE I

     Após a introdução desejo dirigir-me principalmente aoa pais e professores que em contacto diário com os jovens, só muito tarde se apercebem que eles já são escravos do maldito vício, chamando a atenção para essa circunstância, que todo o cuidado é pouco para o evitar, nunca afirmando por isso que a eles jamais acontecerá pois, como diz o povo  “ no melhor pano cai a nódoa “…
  Muitos pais só se apercebem que os seus filhos estão-se a habituar à droga e aos estimulantes quando já é demasiado tarde. E é bom lembramo-nos que o uso de drogas está intimamente ligado  à delinquência juvenil, sobretudo os que usam estimulantes, por serem os mais fáceis de adquirir e a que o sociedade não liga muita importância, talvez por ignorância do facto.
  Está, contudo, demonstrado, sobretudo nos grandes países como os E.U.A., o uso de estimulantes por jovens se tornou tão habitual que constitui um dos problemas mais graves que ameaça a juventude e também os mais velhos, problema esse que se estende das classes mais baixas às mais privilegiadas economicamente. Os estimulantes têm por isso contribuído imensamente para o aumento da criminalidade como o uso de estupefacientes, nomeadamente, a heroína…
  Relatórios de grandes cidades mostram que os comprimidos estimulantes, sobretudo os que são à base de anfetaminas, até aqui muito fáceis de obter, se vêm tornando excecionalmente caros e vendidos no mercado negro…
  Um drogado raramente se torna perigoso. Injeta-se a si próprio e encerra-se num mundo privado, completamente diferente da realidade, mas tão inofensivo que chega a destruir quase todos os seus desejos mais naturais deixando só como exceção a necessidade constante de tomar mais drogas. No entanto os que tomam estimulantes tornam-se irritáveis e mesmo furiosos.
      Abordo primeiramente os estimulantes porque é um tipo de droga a que não se tem ligado muita importância quando deveria merecer-nos uma particular atenção, pelas razões referidas e por outras mais, que muitos ignoram por não serem ventila-das convenientemente.
   Sabe-se, por exemplo, que muitos camionistas de longo curso, para se manterem em forma  ( julgam ) e afastarem o sono, para assim fazerem mais horas a conduzir, usam anfetaminas em comprimidos ( tabletes ) sem saberem que esses estimulantes não suprimem totalmente a fadiga, mas que a combatem, podendo de um momento para outro, se o organismo estiver estafado, deixa-los adormecer agarrados ao volante. E como resultado aparecem as dezenas de acidentes causados pelo uso ilegal de drogas.
  Aliás é pela convicção errada de que o estimulante mais comum  - o café  - afasta o sono, que as estradas registam acidentes fatais por adormecimento ao volante.
  Sempre recordarei o que um camionista um dia me afirmava , em jeito de preven-ção:  «de noite, sempre que vir à distância um pesado, tome as devidas precauções, pois nunca se sabe quando o motorista vai a dormir » …
  Mesmo na quantidade mínima  o álcool, como um simples copo de vinho, pode ser causa de grave desastre quando por detrás existe o tal estimulante.

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