terça-feira, 19 de agosto de 2014



                                       O MAL É COMEÇAR…

 
   Conheci um jovem ( e digo, conheci, porque já não faz parte do número dos vivos…)  que um dia foi a uma festa de outros jovens como ele, então com 18 anos, onde e a certa altura, um grupo de rapazes e raparigas entraram numa sala escurecida e começaram a fumar marijuana. Ricardo ( nome fictício ) experimentou e não desgostou da sensação irreal do espaço e do tempo que a droga provocava. Soube-lhe bem aquele sentimento de euforia que o rodeava. Semanas depois, noutras festas do género, voltou a repetir a experiência. Desta vez  foi com estimulantes acompanhados de whisky. O resultado foi o mesmo, e daí em diante só lhe interessava as reuniões em que pudesse “fumar” ou tomar drogas. Em breve se tornou viciado pelos estimulantes.
   Embora os fabricantes digam que não causam habituação, podem vir a tornar-se tão imprescindíveis como os cigarros de tabaco comum são para quem está habituado e tornam-se tão perigosos quanto a fraqueza individual, ou os problemas individuais de cada um.
  Quando a mãe desse jovem, certo dia, o veio chamar para almoçar, Ricardo estava deitado sobre a cama, morto.  A autópsia revelou que a morte tinha sido causada por uma dose demasiada de anfetaminas.
  Está compreendido que os estimulantes e o ópio suplantam a marijuana e a heroína no número e na gravidade de casos provocados pelo seu vício.
  Conclua-se, portanto, que os estimulantes TAMBÉM VICIAM.


                                  AS CHAMADAS “ DROGAS PESADAS “
      
      A prisão é um pesadelo.
  Um viciado que lá cai tenta manter o seu vício o melhor que pode e que as circunstâncias lho permitem. Mas se as doses são difíceis de obter em liberdade, preso nem se fala. Passa-se então por um verdadeiro tormento físico  :- vómitos e espasmos sucessivos. Os médicos demonstram por eles muito pouca simpatia.Os outros presos detestam-nos e abusam sexualmente deles forçando-os a práticas das mais abjetas e repugnantes a que nunca pensaram assistir ou que existisse sequer, matando-os por isso moral e psicologicamente. Incapazes de resistir à força bruta dos que se lhes impõem, procuram a fuga, desesperadamente, no suicídio.
  Para acabar com um vício já de certa data é necessária, pelo menos, uma semana. Em seguida o ex-viciado sente uma fome incessante de doces. O corpo grita por açúcar e então come-se tudo o que aparece…
  Esta foi a odisseia dum drogado numa prisão, a mesma que já tinha sentido um dia em casa mas de onde se tinha libertado, como contou, ou julgava ter-se libertado…
  … “ Após uma espera de umas doze horas  começou o calvário : Ansiedade ( uma fase que muitos assistem mas que poucos entendem  ) tornou-se implicativo, levantou-se da cama e começou a dar voltas ao quarto como um tigre enjaulado. Voltou  a deixar-se cair sobre a cama. O rosto contorcia-se como se alguém o espancasse.
                                                                  

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