domingo, 30 de junho de 2013

 PORTUGAL, A FOME E AS CONTRADIÇÕES


      Não sou retrógado, também não sou contra o progresso, mas é de admitir que certas coisas neste pseudo progresso só vieram complicar e tornar mais infeli a vida da Sociedade em geral.
   Criaram-se  estruturas que dizem visar o bem estar da humanidade mas  nós vamos verificando aqui e  ali  contradições  que, ao invés, só servem para  nos complcar a vida. Vejamos :
  Invariàvelmente todos os dias se lê na imprensa e se ouve nas  rádios e televisão relatos impressionantes sobre a fome que grassa no nosso País ( como por todo o Mundo afinal ) e que os bancos aimentares apelam desesperadamente  para que  se crie um fundo de apoio para acudir à aflição em que se encontram mi-lhares de famílias,  não tendo possibilades de atender a tantos, cada vez mais, pedidos de auxilio.A fome campeia já entre aqueles que há bem pouco termpo tinham uma vida razoávelmente estável
  Estima-se que há, só em Portugal, 380 mil pessoas sem comer e mais de 50 mil refeições desperdiçadas(?), parece impossivel mas temos provas evidentes de que isso é um triste facto.Nalguns hotéis, restauran-
tes e até nos  hospitais, a comida que sobra é para lançar  no lixo sem que se possa retitar mesmo um naco de pão para dar aos cães. Podemos testemunhar com conhecimento de causa pois em recente internamento
numa unidade hospitalar, foi-nos dado observar que até o pão (pequenos pães higiénicamente embalados em sacos herméticos ) quando não comido pelos doentes ia directamente para o "tal balde que, noutros tempos quando éramos pobres" servia para alimentar suínos e agora é para o lixo.
   Tinha acabado acabado de escrever esta crónica quando nos chegou ao conhecimento de que se constituira em Portugal um movimento dedicado precisamente para lutar conra essa injustiça : Movimento Zero Desperdício, essa  a sua designação e que apela à comunidade que dê os bens alimentares confeccionados ou não, antes que acabem no lixo, tenco como slogan  "Portugal não se pode dar ao lixo ".
   Hurra, por quem teve tal ideia !
  Quizemos então  saber já que o assunto desde há muito nos vemn preocupando.Descobrimos o seu site na Internet e fomos ao seu encontro saltando-nos logo o alerta supra-citado  ao qual se segue o seguinte discurso a completar  " Zero  desperdício.Portugal não se pode dar ao lixo " - portugueses passam fome enquanto isso estima-se que todos os dias 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do País. O Movimento Zero Desperdício,. está a aproveitar os bens alimentares que antes acabavam no lixo - comida que nunca saíu da cozinha, comida cujo prazo de validade se aproxima do fim, ou comida que não foi exposta nem esteve em contacto com o público  -  fazendo-os chegar a pessoas que dela necessitam. Ao entrar num estabelecimento com o selo ZERO DESPERDÍCIO tem a certeza que todas essas refeições são  aproveitadas e encaminhadas para a mesa de alguém.
Uma iniciativa em que o estabelecimentos e os seus clientes participam sem gastarem um cêntimo.
  Ora aí está ! Algo que deveria tocar no mais fundo de todos os corações. Por isso se compreende porquê já tanta gente de elevado estatuto social no nosso País (começando pelo Senhor Presidente da Repúbila ) tenham aderido a esta humanitária ideia.
   Na realidade o darmos um pouco de nós àqueles que mais necessitam, irá refletir-se, mais tarde ou
mais cedo, em favor próprio. E afinal pede-se tão pouco...
  Aqui fica o nosso apelo: Adiram. Para isso basta apenas contactar a Organização através o Site -
  " info@dariacordar.org "

José Clarel

quarta-feira, 12 de junho de 2013

 A DEMOCRACIA,O COLONIALISMO
                                                                  E AS ARMAS DE  " DEFESA "


         Alvíssaras aos grandes cérebros quq com a sua coragem e "desinteresse " lutaram pelos   
     povos oprimidos  ( pelo colonialismo português... ) , que hoje vivem felizes, longe da opressão,
     da guerra e da fome...


   Uns  -  que nós bem conhecemos  -  andam por aí pavoneando-se pela grande obra que conseguiram  -  os tais que venderam Portugal  -  promovendo a desejada independência as esses povos que viviam  na escravidão portuguesa. O pior é que, como consequência dessa  "libertação", ficaram escravos de outras gentes que mem sequer tinham algo a ver com as terras ligadas ao idioma português. Outros que se aproveitaram  disso mesmo e, traindo os seus irmãos de raça, têm vindo a explorar e calcar da forma mais desumana que se possa imaginar vivendo como nábabos.... O estranho ( ou talvez não ) é que os tais libertadores só se preocuparam com Angola, ( claro, os diamantes, o petróleo...) enquanto as outras províncias ficaram entregues â sua sorte campeando a miséria  até a guerra, como é o caso agora da Guiné.
  Dão-se ao luxo de investir milhões neste cantinho lusitano, que em tempos os  "explorava " e, não tarda nada, somos nós que estaremos debaixo das suas botas.
  Agola é cada vez mais forte na economia portuguesa pelo muito que já domina e o que ainda querem comprar: - BCP - BPI - Construtora do Tâmega -  COBA  - TOBIS - BPN - Jornal O SOL - ZON - IMPRENSA - COFINA - GALP , enfim tudo em que, para já, são amos e senhores não nos admirando nada que qualquer dia venhamos nós a ser - de facto - uma colónia de Angola... Agola que ao fim de tantos anos continua a clamar pela tal democracia que lhes foi prometida quando, está bem à vista, é uma ditadura a SÈRIO.
 As antigas províncias ultramarinas , após tanto sangue derramado por portugueses, quer escuros ( que o eram de direito ), militares ou inocentes civis que foram barbaramente chacinados e os que sobreviveram recambiados para a depauperada Pátria Mãe,  ESPOLIADOS até ao último centavo, só conseguiram com essa pseudo-independência  - para além de explorados por outros que não portugueses  -  viver quase na miséria, exceptuando Angola pelas razões já referidas, vivendo impunes sobretudo com a proteção interesseira de outras potências.  Maldito petróleo !
  E será que a pobre Guiné Bissau  ( como dizem por aí ) vai passar  a  falar " colombiano " ?


José Clarel

domingo, 9 de junho de 2013

desabafos


AO CUIDADO DOS CORAÇÕES ROMÂNTICOS


  ponderando
                                                             BRANCAS E MORENAS



  ...Chego às vezes a duvidar de quais gostarei mais. Mas a verdade é que gosto muito mais das BRANCAS.
  - Sabeis porquê ?
 Porque me parecem mais inocentes, mais lânguidas, mais voluptuosas.
 Porque creio que numa branca com os olhos azuis há um bocadinho de Céu, subtraído a S.Pedro num momento de distração.  E mais,  porque a não compreendo ciosa soberba ou intransigente.
   Poderá ser leviana, isso sim, abandonada, descuidada e hipócrita... mas se lhe falarem ter- namente : - arrebatamentos, acessos, convulsões.
  Uma branca poderá desmaiar, e até me parece que essa debilidade faz parte integrante  da   sua constituição física. Mas, em compensação, não arranhará pessoa  alguma, não morderá,   nem fará outros excessos similares.
  A branca tem, ou deve ter, considerado em abstrato, a positiva vantagem de se alimentar do ar (é uma maneira de dizer, claro) o que é um erro positivo, considerada a questão  sob o   mais grosseiro materialismo.
   Imagino uma branca como se fosse  um merengue de leite. Imagino-a fria como a neve, in-   constante como um passarinho...
  Isto, que para o vulgo, significará pouco, ou talvez nada, não deixa de definir um carater.
    Oh! Branca ! Branca !
   Mas... a verdade é que , onde não está uma morena estão todos  calados.
    Sabeis o que é uma morena ?...
    Pois... os seus olhos são capazes de provocar uma revolução. Mas, não só isto, ainda muito mais porque uma revolução é ordinariamente provocada não pelos olhos mas sim pela boca
Dois olhos negros brilhantes que falam sós e que dizem mais do que querem...
    O olhar da morena é um poema.
    A morena atrai como a sereia.
   Seu coração  é uma fogueira  e nela se abrasam em qual lâmpada estouvadas borboletas, toda a classe de encantos,
   Amai uma morena e  hei-vos loucos.
   Elas também sabem dar mimos, mimos que doem, que contundem nos momentos críticos.
   Isto constitui uma outra beleza, selvagem não há dúvida, mas que é de raça.
   Conheço mais de um marido cuja morena o mimoseia e acaricia com elegantes ternuras, algumas de espécies, mais ou menos variadas, destes mimos selvagens. Ora estes mimos são:  ciúmes, e ciúme significa amor; amor é o diapasão do maior ou menor afeto, e se o ciúme  for  em alto grau o amor também o é .Eis pois a razão do contentamento do bem a- venturado.
    ! A branca faz de um homem um santo.
         !  A morena pode fazer dele um demónio.
  !   Eva devia ser morena !
      Se uma branca nos diz : amo-te ! caímos a seus pés.
          Se o diz uma morena, caímos em seus braços.
      Por uma branca chegaremos a compor um poema.
          Por uma morena conquistaremos o mundo.
    Num país de brancas, só brotarão  violetas e sensitivas,.
         Num país de morenas, rosas e cravos.
      Um, exército de brancas venceria sem disparar um tiro.
          Um de morenas promoveria uma nove guerra.
      Alexandre, Aníbal, Salomão e tantos outros que transformaram a terra, deviam estar enamorados de morenas.
     Camões morria por uma mulher. Aposto que Natércia era branca ?!
       Todos os poetas bucólicos descrevem uma pastora sensível terna e  enamorada .Esta pastora é branca com certeza.
    Todos os poetas heroicos  incenseiam  uma nobre dama, ilustre, valente e intrépida.
    Esta nobre dama é morena...

                         CONCLUINDO

   As espécies degeneram;  as raças debilitam-se, isto é um princípio imutável.
   Pois bem ! Deste princípio se depreende que hão saído : as peles negras, as peles vermelhas, as brancas, as morenas, as trigueiras, e... as indefinidas.
   Mescla perfeita  donde se revela o seguinte  : “ que das cores ou gostos não há nada  escrito, e que o homem é polícromo em questão de cores. “

     Enquanto a mim, direi que tenho dias, ou mais, que tenho horas.
    Porque, ao começar esta ideia  - no mínimo bizarra  - e sem fundamento, gostava das brancas, e ao terminar prefiro as...
   
      SEI LÁ  !




                         José Clarel,
                         Num momento inspirador, confiou neste papel: - urticária do amor.
                                Em – um dia de sol de Junho, a tremer de frio (o dia) .

 NOTA-  Reservado todos os direitos e para todas as línguas  ( incluindo as de bacalhau ou de vaca estufada   )   que não seja a má língua das senhoras  e de sogras pegajosas ,  ( salvo raras exceções ) .