domingo, 10 de março de 2013

DESABAFOS


ADVOGADOS

    Durante muitos anos as pessoas quando ouviam falar em advogados tremiam dos pés à cabeça...Esses sujeitos podiam significar muito nas suas vidas: -algo de muito bom, ou uma catástrofe irremediável. «Ou você faz assim, deste modo, ou eu meto o caso no meu advogado » - «Quê ?, não precisa me assustar porque eu tenho advogado e você sai tramado ! » O sr. advogado era a solução final, o deus milagreiro, o tipo que iria perante o juiz bater o pé e você saia radiante porque ganhara ( mesmo injustamente ...). Claro que muitas vezes ganhava o tanas porque o sr. doutor (doutor só em Portugal...) é que se abotoava, e bem. 
   Agora, graças a muitos itens, esse mito passou à história e beneficiar de um advogado honesto é uma lotaria.
    A Comunicação Social perdeu o medo e, volta não volta, mete a descoberto muitas patifarias que alguns senhores da toga (alguns...porque só alguns são canalha), envergonham a classe.
  Uma, entre muitas : "JUSTIÇA AGARREM QUE É ADVOGADO - as queixas, os casos mediáticos e os crimes envolvendo profissionais de Direito." Isto na capa de uma considerada Revista * e que EU, com a devida vénia, me permito transcrever, onde no seu interior, prossegue do seguinte modo: - " Há juristas presos, fugidos à Justiça, e até suspeitos de homicídio. Fala-se de Duarte Lima ou Vale e Azevedo, mas a maioria das ilegalidades são cometidas por desconhecidos. Em apenas seis anos, mais de uma centena de profissionais de Direito foram suspensos ou expulsos da Ordem. Agruras de uma profissão a passar pelo pior momento da sua história. "
(*.- Da Revista Visão: 
- Ilegalidades cometidas por desconhecidos ? É um facto pois há muitos que por diversas razões, principalmente por falta de interesse mediático, ficam ocultos na sombra do desconhecido.
    O autor destas linhas foi vitima de uma habilidade - cabala - de certos juristas que só me inibo de referir o nome porque, infelizmente, a Imprensa não é tão livre como se julga... Mas sempre vou acrescentando que se trata de nomes sonantes lá pelo Estoril, que se aproveitaram dos meandros e das subtis maneiras de tornear a Lei, para me enganarem sujamente. Eu conto a história:
    Em 15 de Março de 1956 minha mãe e eu alugámos o 1ºandar do nº.4 da Rua das Flores no Estoril, â Sra. Rosalina Marques Pinto (entretanto já falecida) viúva e que então vivia em Lisboa. (permita-se aqui uma pequena interrupção para falar duma curiosa circunstância - no mínimo caricata -mas que corresponde â verdade. É que o referido prédio já há muito se encontrava devoluto porque, dizia-se, apareciam por lá e pela noite fora apavorantes fantasmas. Ali habitámos durante 40 anos e os únicos fantasmas que nos incomodaram apareceram, de facto, mas... leia-se o resto ). Esse aluguer foi legalmente celebrado por contracto de arrendamento no dia 15 de Março de 1956, ficando o arrendamento em nome de minha mãe. As rendas eram liquidadas ao legal representante da referida Senhora sempre pontualmente. Quaisquer problemas que existissem com o imóvel, eram apresentados ao advogado da proprietária - que periodicamente passava algum tempo na sua casa do Estoril - e nunca surgiram reclamações de parte a parte.
   Dada a minha profissão era obrigado a deslocar-me assiduamente ao sul do País, principalmente ao Algarve onde ficava em casa dos meus sogros pois entretanto ali casara nunca deixando, contudo, de habitar no Estoril com a minha esposa.
    E foi numa dessas deslocações, num dia em que ali fomos passar uns dias porque era o aniversário de um nosso filho, que a minha mãe sofreu um ataque de AVC sendo internada no Hospital de Faro.
    Nesse espaço de tempo e ao deslocar-me a minha casa no Estoril (porque pela razão exposta ficara retido no Algarve), recolhi uma carta do Sr. Dr. Ruella Ramos, dito representante da senhoria, dirigida a minha mãe e já com alguns dias passados, na qual considerava ter a minha mãe desistido da casa dada a sua ausência...
    De imediato escrevi aquele Sr. dando-lhe conta da situação vindo depois a ter conhecimento que a sua pretensa carta não teria sido por si escrita mas tão só por uma filha da proprietária que, ao que parece, lhe estava ligada por laços de parentesco e que quando foi contactada telefonicamente se recusou a tomar o assunto em consideração endereçando-me para outro advogado - seu representante - o qual apenas afirmou que deveria entregar a casa por já ali não habitar e por não ter respondido à carta que fora enviada a minha mãe o que não corresponde à verdade, conforme resposta a essa carta datada de 20/7/1983.
    Após aquela atitude e recusa no recebimento das rendas, passaram as mesmas a ser depositadas na C.G.D. sob o número 41648, isto desde 1/10/1981.
    Numa das vezes, entretanto, que nos deslocamos ao Algarve, a minha mãe faleceu tendo ficado ali sepultada.
    O facto foi comunicado aos senhorios atuais, via outro advogado entretanto indigitado para tal, continuando eu a habitar com a minha família pois segundo me foi informado por quem de direito, tendo as rendas em dia e não denunciar qualquer ilegalidade, tinha direito a usufruir da habitação, o que sempre fiz.
    Até que um dia, numa das nossas deslocações ao Algarve me foi informado por visita acidental que a MINHA CASA fora violada tendo sido colocado um cadeado na porta de entrada e nesta afixado um papel do Tribunal de Cascais informando que essa diligência era de sua responsabilidade. Procurando as devidas justificações junto do citado Tribunal, foi-me respondido que as mesmas se deviam ao facto de não ter respondido em devido tempo às citações desse Tribunal ou aos autores da Acção, por ignorarem o modo de me contactarem!
    É de um ridículo nojento. (que se me desculpe a expressão.). E então a citada carta enviada ao Doutor Ruella Ramos, indicando a forma de me contactarem ?
    Conclusão : RESPEITADOR DO DETERMINADO PELAS LEIS EM GERAL , fiquei-me pela situação de manietado tendo, porém, feito a derradeira tentativa de atenção junto do advogado então representante da família em questão, a que já aludi, para que PELO MENOS me fossem devolvidos os meus pertences que dentro da casa ficaram retidos, ou então se considerassem fieis depositários de todos esses pertences : - todo o recheio de uma casa, roupas pessoais, roupas diversas de herança, mobiliário, etç, e a resposta até hoje foi o silêncio irreverente, absoluto.
    Contactadas as instâncias achadas competentes a resposta foi a tal: "prescreveu".
    Ora eu pergunto: - afinal como é? Que diabo de leis são estas? A quem vou reclamar agora se à volta do processo andaram as mãos de uma série de "capas pretas "?
    Por curiosidade fui um dia junto do tal prédio e o que vi não deixa margem para duvidas: foi totalmente remodelado dentro do mais moderno que se exige. Está alugado (agora com os tais fantasmas) naturalmente bem alugado, dando largos proventos a quem se serviu dos conhecimentos da Lei para espoliar - para não dizer roubar - o tecto a outrém.
    Usaram dos processos mais simples e mais fáceis, claro. Indemnizar sobre 40 anos de rendas ?!!!

    Ah se não fossem advogados... Ou se eu tivesse muito dinheiro para pagar a outros também "SABIDOS"...
   Só que...só que , é bom não esquecer que as dívidas terrenas, mais tarde ou mais cedo é na Terra que se pagam...

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