quarta-feira, 10 de julho de 2013

- Digam-me : o que se chama a isto ?! Desabafos...nas férias. ALDRABICES, VIGARICES, PULHICES E, . OUTRAS COISAS MAIS ACABADAS EM ICES. .. Todos os anos, invariavelmente, por esta altura, vou de visita à minha “aldeia “ , p’ra vindima e matança do porco .Quer dizer: colher os cachos apetitosos e suco- lentos das minhas recordações, quando menino, e matar as saudades do então. . Porque a viagem é um pouco longa, e como dias não são dias - afinal ia de férias – mesmo contra vontade lá fiz das tripas coração e meti-me a disfrutar a nossa Via do Infante em parte do percurso, ou seja, só até ao desvio para a nacional.Como sabem, não sei se sabem, esta Via cobra portagem ( gatunos!) cujo pagamento só se efectua passados uns dias nos CTT. Quando vamos proceder ao referido pagamento verifica- mos até que ponto se rouba impunemente neste País.É que, para além da taxa,o que por tal sinal é das mais caras em Portugal, ainda temos de pagar uma suplementar , neste caso de 0.30 centimos, e ninguém explica o porquê. - Digam-me : o que se chama a isto ?! . Sou duma terra onde também há praias, bastantes, e consideradas das mais lindas de Portugal dada sua extraordinária envolvência luxuriante e múltiplas reentrâncias na costa como de baías naturais. Fui a uma delas “molhar os pés “e como era dia de marés vivas -como por lá dizemos quando o mar cresce até muito acima do habitual, sobretudo nas praias com pouco declive o que pode ser algo perigoso já que uma va- ga rodada, no regresso ao mar pode arrastar os mais distraídos.Entrei em considera- ções com o nadador-salvador acerca disso que muito honestamente concordou em absoluto comigo. Falámos um pouco sobre outros assuntos e fiquei a saber - PAS- MEM !- que aqueles valente e denodados rapazes, que muitas vezes arriscam a vida (não é o primeiro que lá fica ...) para salvar a de outros que por vezes nem lhes dizem obrigado, recebem de vencimento uma ninharia pelo seu trabalho.Soldo que nem dá muitas vezes para pagar uma refeição.É incrível e... vergonhoso. Mas o mais estra-nho é terem de ser os concessionários das praias a pagarem-lhes esses miseráveis vencimentos, isso apesar de serem onerados com farta contribuição para explora- rem um negócio pouco rendoso e sempre sujeito a desagradáveis imprevistos, como seja os maus tempos que por vezes, inesperadamente, lhes cai sobre a praia. É in- compreensível, bastante mesmo, que não seja o Estado a pagar os vencimentos a es- ses esforçados salvadores da vida alheia.Afinal trata-se de uma actividade em prol da Sociedade, de seres humanos. Noutros países, e com conhecimento de causa, fa- lo de Espanha, França, Itália,etç. Todos esses espaços públicos estão vigiados e apoia- dos por vigilantes pagos pelas autoridades públicas. . É como os Bombeiros, uma vergonha! Mas há dinheiro ,muito dinheiro para outras coisas que não do interesse público. Pulhice autêntica de quem explora... - Nessa minha “aldeia” – considerada no País a 4ª de maior área , população e poder económico, também por lá existe esse pesadelo que se chama ‘estacionamento pago Só que com uma certa diferença que acho de realçar : há muito mais civilidade e simpatia para com o utente prevaricador. Não sei se têm conhecimento que os fiscais são portadores de uma espécie de computador onde consta a matrícula de quem já infrigiu e se não pagou a multa. Num caso de infração sem cadastro o fiscal não multa de imediato, apenas deixa na viatura esta simpática missiva : “ Caro utente, face à entrada eDesabafos...nas férias. ALDRABICES, VIGARICES, PULHICES E, . OUTRAS COISAS MAIS ACABADAS EM ICES. .. Todos os anos, invariavelmente, por esta altura, vou de visita à minha “aldeia “ , p’ra vindima e matança do porco .Quer dizer: colher os cachos apetitosos e suco- lentos das minhas recordações, quando menino, e matar as saudades do então. . Porque a viagem é um pouco longa, e como dias não são dias - afinal ia de férias – mesmo contra vontade lá fiz das tripas coração e meti-me a disfrutar a nossa Via do Infante em parte do percurso, ou seja, só até ao desvio para a nacional.Como sabem, não sei se sabem, esta Via cobra portagem ( gatunos!) cujo pagamento só se efectua passados uns dias nos CTT. Quando vamos proceder ao referido pagamento verifica- mos até que ponto se rouba impunemente neste País.É que, para além da taxa,o que por tal sinal é das mais caras em Portugal, ainda temos de pagar uma suplementar , neste caso de 0.30 centimos, e ninguém explica o porquê. . Sou duma terra onde também há praias, bastantes, e consideradas das mais lindas de Portugal dada sua extraordinária envolvência luxuriante e múltiplas reentrâncias na costa como de baías naturais. Fui a uma delas “molhar os pés “e como era dia de marés vivas -como por lá dizemos quando o mar cresce até muito acima do habitual, sobretudo nas praias com pouco declive o que pode ser algo perigoso já que uma va- ga rodada, no regresso ao mar pode arrastar os mais distraídos.Entrei em considera- ções com o nadador-salvador acerca disso que muito honestamente concordou em absoluto comigo. Falámos um pouco sobre outros assuntos e fiquei a saber - PAS- MEM !- que aqueles valente e denodados rapazes, que muitas vezes arriscam a vida (não é o primeiro que lá fica ...) para salvar a de outros que por vezes nem lhes dizem obrigado, recebem de vencimento uma ninharia pelo seu trabalho.Soldo que nem dá muitas vezes para pagar uma refeição.É incrível e... vergonhoso. Mas o mais estra-nho é terem de ser os concessionários das praias a pagarem-lhes esses miseráveis vencimentos, isso apesar de serem onerados com farta contribuição para explora- rem um negócio pouco rendoso e sempre sujeito a desagradáveis imprevistos, como seja os maus tempos que por vezes, inesperadamente, lhes cai sobre a praia. É in- compreensível, bastante mesmo, que não seja o Estado a pagar os vencimentos a es- ses esforçados salvadores da vida alheia.Afinal trata-se de uma actividade em prol da Sociedade, de seres humanos. Noutros países, e com conhecimento de causa, fa- lo de Espanha, França, Itália,etç. Todos esses espaços públicos estão vigiados e apoia- dos por vigilantes pagos pelas autoridades públicas. . É como os Bombeiros, uma vergonha! Mas há dinheiro ,muito dinheiro para outras coisas que não do interesse público. Pulhice autêntica de quem explora... - Nessa minha “aldeia” – considerada no País a 4ª de maior área , população e poder económico, também por lá existe esse pesadelo que se chama ‘estacionamento pago Só que com uma certa diferença que acho de realçar : há muito mais civilidade e simpatia para com o utente prevaricador. Não sei se têm conhecimento que os fiscais são portadores de uma espécie de computador onde consta a matrícula de quem já infrigiu e se não pagou a multa. Num caso de infração sem cadastro o fiscal não multa de imediato, apenas deixa na viatura esta simpática missiva : “ Caro utente, face à entrada em vigor do novo Regulamento de Estacionamento controla- do deste Concelho, o seu veículo encontra-se indevidamente estacionado, em infra- ção do Código da Estrada, estando sujeito a ser bloqueado e/ ou removido. Colabore connosco para a melhoria da reorganização do trânsito e futuramente, antes de abandonar o seu veículo, assegure-se de que o mesmo fica regularmente estacionado. . Tal e qual como cá, não acham ?! P

segunda-feira, 8 de julho de 2013

 Desabafos
DESPERTAR DA INTELIGÊNCIA
O NOVO PAPA

Sempre ouvi dizer que a administração da justiça é o mais firme pilar de Deus. Também sempre ouvi dizer que, mais tarde ou mais cedo, a verdade - a verdade verdadeira - aparece a cobrar o que lhe devem. Os meus leitores já me “ouviram dizer”, por diversas vezes, que fujo sempre a sete pés de me me- ter em política porque isso de política é para os políticos, embora nunca tenha visto como agora tan- tos marmelos - politicalhos de meia tijela - a discutir política. Mas não resisto à tentação, de em inspiração lenta ( porque e pulmoeira já não é o que era... ) desabafar. ( Ao menos isso ninguém me pode proibir. Pese embora, algumas vezes, certas criaturas atirem com os pés p’ró ar com algumas verdades que lhe custam engolir porque lhes toca no pelo. Toda a vida tenho ouvido que as bestas só se sacodem quando as moscas lhes picam... dizia, desabafar sobre a minha preocupação com o que vai acontecendo de medonho por esta Europa fora ( para não falar de outras partes do mundo que é de arrepiar ) . Será que foi uma solução inteligente criar a “Europa Unida “ ? . É que o problema não existe apenas no nosso País, mas por todo o território do Euro. Dantes, de facto, não éramos livres (?), mas pelo menos, e apenas com uma sardinhita íamos vivendo na paz do Senhor sem nos preocupar-mos < com o dia de amanhã >. Isto está mesmo feio e a rapaziada já vaio torcendo a orelha e despertando inteligentemente, ou talvez baralhados e confusos, com o medo que se vai instalando nas suas consciências. Clamam, cla- mam, mas de nada serve. E não vale a pena procurar como solução atirar com o Governo de pantanas porque... milagres , só Nossa Senhora. Vejam a nossa História ( das mais belas do mundo ) e analisem aquele período que durante a pri- meira República e...parte da segunda : - Governo eleito, Governo abaixo, etç, etç, - até um dia... A braços com um grave problema, ( problema, como disse, a bater em todas as portas europeias ) este Governo vê-se em papos de aranha para solucionar o que, de facto, não tem mesmo solução. Os pobres cada vez mais pobres, já instalados na miséria. ( cuidado que quando o lobo não tem de comer para dar às crias baixa ao povoado e... ) Os ricos cada vez mais ricos e borrifando-se para a mi- séria que os rodeia mas para a qual eles nem sequer baixam o olhar. De quando em vez o CÈU envia-nos uns ligeiros borrifos de ténue esperança, e nós lá vamos cami- nhando sob o peso do jugo da miséria, sempre esperando dias melhores. Foi um desses “borrifos “ que arrefeceu um pouco o nosso desespero... S.S. o novo Papa de todos os católicos, com a sua simplicidade e despido dos ricos e faustosos paramentos que sempre carate- rizaram a mais milionária igreja da terra, desceu junto ao povo, tal como Deus já tinha feito, e não distinguiu entre gentio e grandes senhores, e a todos concedeu uma palavra de esperança e fé. –È verdade, o PAPA comunicou com o povo diretamente, dando-nos um pouco mais de esperança em acreditar que talvez ainda seja possível ! É nessa esperança que nos estamos a apoiar crendo que ainda não está tudo perdido. Sua Santidade falou - comunicou com o povo e... Não poderá isso servir de exemplo para os nossos governantes também “ descerem “ até junto ao povo , - esse mesmo povo que os elegeu - e que anda agora desorientado sem saber ao certo o que se está passando, e qual o seu futuro ? Basta apenas que tenham um ligeiro “ despertar de inteligência “ . José Clarel

domingo, 30 de junho de 2013

 PORTUGAL, A FOME E AS CONTRADIÇÕES


      Não sou retrógado, também não sou contra o progresso, mas é de admitir que certas coisas neste pseudo progresso só vieram complicar e tornar mais infeli a vida da Sociedade em geral.
   Criaram-se  estruturas que dizem visar o bem estar da humanidade mas  nós vamos verificando aqui e  ali  contradições  que, ao invés, só servem para  nos complcar a vida. Vejamos :
  Invariàvelmente todos os dias se lê na imprensa e se ouve nas  rádios e televisão relatos impressionantes sobre a fome que grassa no nosso País ( como por todo o Mundo afinal ) e que os bancos aimentares apelam desesperadamente  para que  se crie um fundo de apoio para acudir à aflição em que se encontram mi-lhares de famílias,  não tendo possibilades de atender a tantos, cada vez mais, pedidos de auxilio.A fome campeia já entre aqueles que há bem pouco termpo tinham uma vida razoávelmente estável
  Estima-se que há, só em Portugal, 380 mil pessoas sem comer e mais de 50 mil refeições desperdiçadas(?), parece impossivel mas temos provas evidentes de que isso é um triste facto.Nalguns hotéis, restauran-
tes e até nos  hospitais, a comida que sobra é para lançar  no lixo sem que se possa retitar mesmo um naco de pão para dar aos cães. Podemos testemunhar com conhecimento de causa pois em recente internamento
numa unidade hospitalar, foi-nos dado observar que até o pão (pequenos pães higiénicamente embalados em sacos herméticos ) quando não comido pelos doentes ia directamente para o "tal balde que, noutros tempos quando éramos pobres" servia para alimentar suínos e agora é para o lixo.
   Tinha acabado acabado de escrever esta crónica quando nos chegou ao conhecimento de que se constituira em Portugal um movimento dedicado precisamente para lutar conra essa injustiça : Movimento Zero Desperdício, essa  a sua designação e que apela à comunidade que dê os bens alimentares confeccionados ou não, antes que acabem no lixo, tenco como slogan  "Portugal não se pode dar ao lixo ".
   Hurra, por quem teve tal ideia !
  Quizemos então  saber já que o assunto desde há muito nos vemn preocupando.Descobrimos o seu site na Internet e fomos ao seu encontro saltando-nos logo o alerta supra-citado  ao qual se segue o seguinte discurso a completar  " Zero  desperdício.Portugal não se pode dar ao lixo " - portugueses passam fome enquanto isso estima-se que todos os dias 50 mil refeições são desperdiçadas de norte a sul do País. O Movimento Zero Desperdício,. está a aproveitar os bens alimentares que antes acabavam no lixo - comida que nunca saíu da cozinha, comida cujo prazo de validade se aproxima do fim, ou comida que não foi exposta nem esteve em contacto com o público  -  fazendo-os chegar a pessoas que dela necessitam. Ao entrar num estabelecimento com o selo ZERO DESPERDÍCIO tem a certeza que todas essas refeições são  aproveitadas e encaminhadas para a mesa de alguém.
Uma iniciativa em que o estabelecimentos e os seus clientes participam sem gastarem um cêntimo.
  Ora aí está ! Algo que deveria tocar no mais fundo de todos os corações. Por isso se compreende porquê já tanta gente de elevado estatuto social no nosso País (começando pelo Senhor Presidente da Repúbila ) tenham aderido a esta humanitária ideia.
   Na realidade o darmos um pouco de nós àqueles que mais necessitam, irá refletir-se, mais tarde ou
mais cedo, em favor próprio. E afinal pede-se tão pouco...
  Aqui fica o nosso apelo: Adiram. Para isso basta apenas contactar a Organização através o Site -
  " info@dariacordar.org "

José Clarel

quarta-feira, 12 de junho de 2013

 A DEMOCRACIA,O COLONIALISMO
                                                                  E AS ARMAS DE  " DEFESA "


         Alvíssaras aos grandes cérebros quq com a sua coragem e "desinteresse " lutaram pelos   
     povos oprimidos  ( pelo colonialismo português... ) , que hoje vivem felizes, longe da opressão,
     da guerra e da fome...


   Uns  -  que nós bem conhecemos  -  andam por aí pavoneando-se pela grande obra que conseguiram  -  os tais que venderam Portugal  -  promovendo a desejada independência as esses povos que viviam  na escravidão portuguesa. O pior é que, como consequência dessa  "libertação", ficaram escravos de outras gentes que mem sequer tinham algo a ver com as terras ligadas ao idioma português. Outros que se aproveitaram  disso mesmo e, traindo os seus irmãos de raça, têm vindo a explorar e calcar da forma mais desumana que se possa imaginar vivendo como nábabos.... O estranho ( ou talvez não ) é que os tais libertadores só se preocuparam com Angola, ( claro, os diamantes, o petróleo...) enquanto as outras províncias ficaram entregues â sua sorte campeando a miséria  até a guerra, como é o caso agora da Guiné.
  Dão-se ao luxo de investir milhões neste cantinho lusitano, que em tempos os  "explorava " e, não tarda nada, somos nós que estaremos debaixo das suas botas.
  Agola é cada vez mais forte na economia portuguesa pelo muito que já domina e o que ainda querem comprar: - BCP - BPI - Construtora do Tâmega -  COBA  - TOBIS - BPN - Jornal O SOL - ZON - IMPRENSA - COFINA - GALP , enfim tudo em que, para já, são amos e senhores não nos admirando nada que qualquer dia venhamos nós a ser - de facto - uma colónia de Angola... Agola que ao fim de tantos anos continua a clamar pela tal democracia que lhes foi prometida quando, está bem à vista, é uma ditadura a SÈRIO.
 As antigas províncias ultramarinas , após tanto sangue derramado por portugueses, quer escuros ( que o eram de direito ), militares ou inocentes civis que foram barbaramente chacinados e os que sobreviveram recambiados para a depauperada Pátria Mãe,  ESPOLIADOS até ao último centavo, só conseguiram com essa pseudo-independência  - para além de explorados por outros que não portugueses  -  viver quase na miséria, exceptuando Angola pelas razões já referidas, vivendo impunes sobretudo com a proteção interesseira de outras potências.  Maldito petróleo !
  E será que a pobre Guiné Bissau  ( como dizem por aí ) vai passar  a  falar " colombiano " ?


José Clarel

domingo, 9 de junho de 2013

desabafos


AO CUIDADO DOS CORAÇÕES ROMÂNTICOS


  ponderando
                                                             BRANCAS E MORENAS



  ...Chego às vezes a duvidar de quais gostarei mais. Mas a verdade é que gosto muito mais das BRANCAS.
  - Sabeis porquê ?
 Porque me parecem mais inocentes, mais lânguidas, mais voluptuosas.
 Porque creio que numa branca com os olhos azuis há um bocadinho de Céu, subtraído a S.Pedro num momento de distração.  E mais,  porque a não compreendo ciosa soberba ou intransigente.
   Poderá ser leviana, isso sim, abandonada, descuidada e hipócrita... mas se lhe falarem ter- namente : - arrebatamentos, acessos, convulsões.
  Uma branca poderá desmaiar, e até me parece que essa debilidade faz parte integrante  da   sua constituição física. Mas, em compensação, não arranhará pessoa  alguma, não morderá,   nem fará outros excessos similares.
  A branca tem, ou deve ter, considerado em abstrato, a positiva vantagem de se alimentar do ar (é uma maneira de dizer, claro) o que é um erro positivo, considerada a questão  sob o   mais grosseiro materialismo.
   Imagino uma branca como se fosse  um merengue de leite. Imagino-a fria como a neve, in-   constante como um passarinho...
  Isto, que para o vulgo, significará pouco, ou talvez nada, não deixa de definir um carater.
    Oh! Branca ! Branca !
   Mas... a verdade é que , onde não está uma morena estão todos  calados.
    Sabeis o que é uma morena ?...
    Pois... os seus olhos são capazes de provocar uma revolução. Mas, não só isto, ainda muito mais porque uma revolução é ordinariamente provocada não pelos olhos mas sim pela boca
Dois olhos negros brilhantes que falam sós e que dizem mais do que querem...
    O olhar da morena é um poema.
    A morena atrai como a sereia.
   Seu coração  é uma fogueira  e nela se abrasam em qual lâmpada estouvadas borboletas, toda a classe de encantos,
   Amai uma morena e  hei-vos loucos.
   Elas também sabem dar mimos, mimos que doem, que contundem nos momentos críticos.
   Isto constitui uma outra beleza, selvagem não há dúvida, mas que é de raça.
   Conheço mais de um marido cuja morena o mimoseia e acaricia com elegantes ternuras, algumas de espécies, mais ou menos variadas, destes mimos selvagens. Ora estes mimos são:  ciúmes, e ciúme significa amor; amor é o diapasão do maior ou menor afeto, e se o ciúme  for  em alto grau o amor também o é .Eis pois a razão do contentamento do bem a- venturado.
    ! A branca faz de um homem um santo.
         !  A morena pode fazer dele um demónio.
  !   Eva devia ser morena !
      Se uma branca nos diz : amo-te ! caímos a seus pés.
          Se o diz uma morena, caímos em seus braços.
      Por uma branca chegaremos a compor um poema.
          Por uma morena conquistaremos o mundo.
    Num país de brancas, só brotarão  violetas e sensitivas,.
         Num país de morenas, rosas e cravos.
      Um, exército de brancas venceria sem disparar um tiro.
          Um de morenas promoveria uma nove guerra.
      Alexandre, Aníbal, Salomão e tantos outros que transformaram a terra, deviam estar enamorados de morenas.
     Camões morria por uma mulher. Aposto que Natércia era branca ?!
       Todos os poetas bucólicos descrevem uma pastora sensível terna e  enamorada .Esta pastora é branca com certeza.
    Todos os poetas heroicos  incenseiam  uma nobre dama, ilustre, valente e intrépida.
    Esta nobre dama é morena...

                         CONCLUINDO

   As espécies degeneram;  as raças debilitam-se, isto é um princípio imutável.
   Pois bem ! Deste princípio se depreende que hão saído : as peles negras, as peles vermelhas, as brancas, as morenas, as trigueiras, e... as indefinidas.
   Mescla perfeita  donde se revela o seguinte  : “ que das cores ou gostos não há nada  escrito, e que o homem é polícromo em questão de cores. “

     Enquanto a mim, direi que tenho dias, ou mais, que tenho horas.
    Porque, ao começar esta ideia  - no mínimo bizarra  - e sem fundamento, gostava das brancas, e ao terminar prefiro as...
   
      SEI LÁ  !




                         José Clarel,
                         Num momento inspirador, confiou neste papel: - urticária do amor.
                                Em – um dia de sol de Junho, a tremer de frio (o dia) .

 NOTA-  Reservado todos os direitos e para todas as línguas  ( incluindo as de bacalhau ou de vaca estufada   )   que não seja a má língua das senhoras  e de sogras pegajosas ,  ( salvo raras exceções ) .

                                         

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Desabafos



                           O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

   Já tivemos meio mundo aos nossos pés, agora é Portugal que está aos pés desse meio mundo... Aí estamos de novo de regresso à antiga 4ª CLASSE da instrução primária que, embora primária, abarcava um programa de onde se saía com conhecimentos mais adiantados dos que agora, com mais 3 anos, faz parte do programa escolar.Com o inconveniente de que até a esse 7ºano o aluno vai passando automaticamente, o que quer dizer que do saber, metade fica pelo caminho, Quando disse isto ao meu filho mais novo, ele, com aquele ar sobranceiro que caracteriza a mocidade de agora, sugeriu dúvida absoluta. Como sou organizado e cuidadoso com tudo, também o era com os meus livros escolares que, tirando aqueles que doei a mais pobres para que pudessem estudar, (era no tempo do livro único em que o material podia ser usado de irmão para irmão, etç, o que agora não se permite - claro, para que muitos possam encher os bolsos!) dizia, alguns ainda os mantenho em meu poder e não deixei  de  lhos mostrar :- a Cartilha Maternal de João de Deus   ( 1ª e 2ª parte) pela qual  aprendi a ler e a contar além de outros ensinamentos morais e,  do mesmo modo, ensinei os meus filhos;  os livros de :  ARITMÉTRICA (para todas as classes) onde se aprendia as fracções ordinárias, os números complexos e incomplexos,  o sistema  métrico com as aplicações práticas das diversas medidas < comprimento, capacidade, de massa (ou peso), superfície, agrárias, volume e de lenha > ,mas a saber, não eram só noções ; GEOMETRIA, GEOGRAFIA  onde se aprendia tudo sobre o nosso Portugal  Continental – situação, limite, área,  o solo, condições climatéricas – a população e a  divisão territorial -   os centros de produção agrícola, industrial e comercial; vias férreas; linhas de navegação ( ao tempo em que éramos uma potência considerada  na  marinha mercante  e piscatória ); ilhas adjacentes; Portugal Ultramarino (quando isso era um facto ). HISTÓRIA DE PORTUGAL: desde a informação sobre os primeiros povoadores e o Condado Portucalense e a nossa independência, a instrução nos primeiros tempos da monarquia; o alargamento    do  território e a povoação das terras conquistadas ; sobre o clero a nobreza e o povo;  o  fomento e a instrução ; as lutas com Castela  e outras grandes batalhas que com os seus relatos bem dizem e empolgam sobre como eram valentes e destemidos então os soldados portugueses; a série cronológica e biográfica sobre os nossos reis  desde  D. Afonso Henriques até D. Manuel II e depois sobre o Estado Novo; a conquista do Norte de África,  os Descobrimentos Marítimos com o Brasil e a sua colonização; enfim, uma História  considerada das mais belas do Mundo, que de tão bela inspirou o Grande Luís de Camões a “cantá-la no seu extraordinário  Lusíadas. ( Na atualidade a nossa História  é de sofrimento e incertezas... ). Aprendemos a falar a nossa língua   por  meio da linguagem falada ou escrita, e até a linguagem gesticulada,  que exprimimos as nossas ideias. Ora a linguagem tem certas regras que é preciso seguir para poder ser usada correctamente ,  é na sua gramática que tais regras se encontram , na Fonologia  ocupa-se dos sons  e dos sinais ) ; Morfologia  ( ocupa-se da classificação e da forma das palavras ) e a Sintaxe, que se ocupa da reunião da palavras para formar o discurso. Mas não fastidiemos. Tudo isto para lembrar que  todas estas matérias começavam a ser estudadas a partir dos 8/9 anos de idade. E sabia-se, tinha que se saber, senão...    Hoje não temos de nos preocupar com o tal “ senão “.Basta levar para a escola   a   pistola do pai e impor ao  professor  -“ ou  me sobes a nota, ou...”      ...   Abençoadas reguadas que apanhei na Primária...   Ainda hoje sei o nome de toda as Serras do meu País , os rios e seus afluentes, quem foram os nossos reis ( refiro-me aos de então e não aos de agora... ) , qual o pretérito perfeito do verbo aguentar ( e não piar) , como se acha a área dum sólido ou uma superfície,  e  de aritmética onde aprendi  ( o que hoje me é muito útil ) as quatro operações fundamentais :  Adição,ou Mais ( mais, cada vez mais para alguns  ) Diminuição ou Menos (cada vez menos, para os pobres e desesperados) Multiplicação ou Vezes  ( cujo fenómeno só se verificou, em rigor, quando Deus operou o Milagre da Multiplicação dos Pães ) .  O que agora se vê cada vez mais multiplicar-se  são os crimes em geral. Quanto á divisão é uma das operações mais usadas na actualidade, só que as regras  estão completamente adulteradas  =  Um todo a dividir por  muitos dá ¾ para alguns e  ¼ para os restantes!, e lá vem o milagre. Só que com resultados totalmente diferentes...
   Esperemos então pelo programa da nova instrução primária que aí vem. Vamos lá ver se virá a  manter-se a  designação  Matemática para os dos infantários !!!
  Vamos ver.

domingo, 10 de março de 2013

O QUE NUNCA NOS DISSEMOS


Tanta coisa eu quisera lhe ter dito
nesta vida separados que estivemos
desde o dia em que me deu por interdito
p'ras palavras que nunca nos dissemos.

Agora só nós dois, e nada de permeio...
talvez possamos recordar tranquilamente
o quanto de amor faltou, e sei-o,
ser culpa doutras  coisas, d'outra gente...

Na vida devoramos iguarias,
prazeres loucos, sentidos, fantasias.
Mas depressa o frio mata esse calor.

O eterno, o que perdura é o amor
verdadeiro, e não o da carne tão  passageiro,
porque o do sangue fica sempre a  vida inteira

DESABAFOS


ADVOGADOS

    Durante muitos anos as pessoas quando ouviam falar em advogados tremiam dos pés à cabeça...Esses sujeitos podiam significar muito nas suas vidas: -algo de muito bom, ou uma catástrofe irremediável. «Ou você faz assim, deste modo, ou eu meto o caso no meu advogado » - «Quê ?, não precisa me assustar porque eu tenho advogado e você sai tramado ! » O sr. advogado era a solução final, o deus milagreiro, o tipo que iria perante o juiz bater o pé e você saia radiante porque ganhara ( mesmo injustamente ...). Claro que muitas vezes ganhava o tanas porque o sr. doutor (doutor só em Portugal...) é que se abotoava, e bem. 
   Agora, graças a muitos itens, esse mito passou à história e beneficiar de um advogado honesto é uma lotaria.
    A Comunicação Social perdeu o medo e, volta não volta, mete a descoberto muitas patifarias que alguns senhores da toga (alguns...porque só alguns são canalha), envergonham a classe.
  Uma, entre muitas : "JUSTIÇA AGARREM QUE É ADVOGADO - as queixas, os casos mediáticos e os crimes envolvendo profissionais de Direito." Isto na capa de uma considerada Revista * e que EU, com a devida vénia, me permito transcrever, onde no seu interior, prossegue do seguinte modo: - " Há juristas presos, fugidos à Justiça, e até suspeitos de homicídio. Fala-se de Duarte Lima ou Vale e Azevedo, mas a maioria das ilegalidades são cometidas por desconhecidos. Em apenas seis anos, mais de uma centena de profissionais de Direito foram suspensos ou expulsos da Ordem. Agruras de uma profissão a passar pelo pior momento da sua história. "
(*.- Da Revista Visão: 
- Ilegalidades cometidas por desconhecidos ? É um facto pois há muitos que por diversas razões, principalmente por falta de interesse mediático, ficam ocultos na sombra do desconhecido.
    O autor destas linhas foi vitima de uma habilidade - cabala - de certos juristas que só me inibo de referir o nome porque, infelizmente, a Imprensa não é tão livre como se julga... Mas sempre vou acrescentando que se trata de nomes sonantes lá pelo Estoril, que se aproveitaram dos meandros e das subtis maneiras de tornear a Lei, para me enganarem sujamente. Eu conto a história:
    Em 15 de Março de 1956 minha mãe e eu alugámos o 1ºandar do nº.4 da Rua das Flores no Estoril, â Sra. Rosalina Marques Pinto (entretanto já falecida) viúva e que então vivia em Lisboa. (permita-se aqui uma pequena interrupção para falar duma curiosa circunstância - no mínimo caricata -mas que corresponde â verdade. É que o referido prédio já há muito se encontrava devoluto porque, dizia-se, apareciam por lá e pela noite fora apavorantes fantasmas. Ali habitámos durante 40 anos e os únicos fantasmas que nos incomodaram apareceram, de facto, mas... leia-se o resto ). Esse aluguer foi legalmente celebrado por contracto de arrendamento no dia 15 de Março de 1956, ficando o arrendamento em nome de minha mãe. As rendas eram liquidadas ao legal representante da referida Senhora sempre pontualmente. Quaisquer problemas que existissem com o imóvel, eram apresentados ao advogado da proprietária - que periodicamente passava algum tempo na sua casa do Estoril - e nunca surgiram reclamações de parte a parte.
   Dada a minha profissão era obrigado a deslocar-me assiduamente ao sul do País, principalmente ao Algarve onde ficava em casa dos meus sogros pois entretanto ali casara nunca deixando, contudo, de habitar no Estoril com a minha esposa.
    E foi numa dessas deslocações, num dia em que ali fomos passar uns dias porque era o aniversário de um nosso filho, que a minha mãe sofreu um ataque de AVC sendo internada no Hospital de Faro.
    Nesse espaço de tempo e ao deslocar-me a minha casa no Estoril (porque pela razão exposta ficara retido no Algarve), recolhi uma carta do Sr. Dr. Ruella Ramos, dito representante da senhoria, dirigida a minha mãe e já com alguns dias passados, na qual considerava ter a minha mãe desistido da casa dada a sua ausência...
    De imediato escrevi aquele Sr. dando-lhe conta da situação vindo depois a ter conhecimento que a sua pretensa carta não teria sido por si escrita mas tão só por uma filha da proprietária que, ao que parece, lhe estava ligada por laços de parentesco e que quando foi contactada telefonicamente se recusou a tomar o assunto em consideração endereçando-me para outro advogado - seu representante - o qual apenas afirmou que deveria entregar a casa por já ali não habitar e por não ter respondido à carta que fora enviada a minha mãe o que não corresponde à verdade, conforme resposta a essa carta datada de 20/7/1983.
    Após aquela atitude e recusa no recebimento das rendas, passaram as mesmas a ser depositadas na C.G.D. sob o número 41648, isto desde 1/10/1981.
    Numa das vezes, entretanto, que nos deslocamos ao Algarve, a minha mãe faleceu tendo ficado ali sepultada.
    O facto foi comunicado aos senhorios atuais, via outro advogado entretanto indigitado para tal, continuando eu a habitar com a minha família pois segundo me foi informado por quem de direito, tendo as rendas em dia e não denunciar qualquer ilegalidade, tinha direito a usufruir da habitação, o que sempre fiz.
    Até que um dia, numa das nossas deslocações ao Algarve me foi informado por visita acidental que a MINHA CASA fora violada tendo sido colocado um cadeado na porta de entrada e nesta afixado um papel do Tribunal de Cascais informando que essa diligência era de sua responsabilidade. Procurando as devidas justificações junto do citado Tribunal, foi-me respondido que as mesmas se deviam ao facto de não ter respondido em devido tempo às citações desse Tribunal ou aos autores da Acção, por ignorarem o modo de me contactarem!
    É de um ridículo nojento. (que se me desculpe a expressão.). E então a citada carta enviada ao Doutor Ruella Ramos, indicando a forma de me contactarem ?
    Conclusão : RESPEITADOR DO DETERMINADO PELAS LEIS EM GERAL , fiquei-me pela situação de manietado tendo, porém, feito a derradeira tentativa de atenção junto do advogado então representante da família em questão, a que já aludi, para que PELO MENOS me fossem devolvidos os meus pertences que dentro da casa ficaram retidos, ou então se considerassem fieis depositários de todos esses pertences : - todo o recheio de uma casa, roupas pessoais, roupas diversas de herança, mobiliário, etç, e a resposta até hoje foi o silêncio irreverente, absoluto.
    Contactadas as instâncias achadas competentes a resposta foi a tal: "prescreveu".
    Ora eu pergunto: - afinal como é? Que diabo de leis são estas? A quem vou reclamar agora se à volta do processo andaram as mãos de uma série de "capas pretas "?
    Por curiosidade fui um dia junto do tal prédio e o que vi não deixa margem para duvidas: foi totalmente remodelado dentro do mais moderno que se exige. Está alugado (agora com os tais fantasmas) naturalmente bem alugado, dando largos proventos a quem se serviu dos conhecimentos da Lei para espoliar - para não dizer roubar - o tecto a outrém.
    Usaram dos processos mais simples e mais fáceis, claro. Indemnizar sobre 40 anos de rendas ?!!!

    Ah se não fossem advogados... Ou se eu tivesse muito dinheiro para pagar a outros também "SABIDOS"...
   Só que...só que , é bom não esquecer que as dívidas terrenas, mais tarde ou mais cedo é na Terra que se pagam...